3 reflexões que eu trouxe da Europa para o meu trabalho – Parte I.

29/05/2017 | Criatividade

3 reflexões que eu trouxe da Europa para o meu trabalho – Parte I.

29/05/2017 | Criatividade

Sempre ouvimos falar que viajar é uma das melhores coisas para quem quer abrir a mente e expandir a criatividade. Apesar de eu ainda não ter viajado para muitos lugares (pelo menos não tantos quanto eu gostaria) preciso concordar com essa afirmação. Tive a oportunidade de passar um mês na Europa, mais precisamente explorando Londres e Paris, e quero compartilhar com você algumas coisas que me chamaram bastante a atenção e que estarão ainda mais vivas no meu trabalho de design daqui em diante. São coisas simples, que talvez eu não precisasse ter ido tão longe para enxergar. Mas, como dizem, viajar abre a mente.

Separei esse texto em 3 partes para que você possa digerir bem o conteúdo e extrair o máximo dele. Então, vamos à primeira:

Reflexão 01. Buscar referências visuais muito além do portfolio alheio.

Não sei você, mas quando vou buscar referências tenho a mania de abrir o Behance ou o Pinterest e ficar rolando incansavelmente a barra de rolagem, bombardeando meus olhos com dezenas de imagens por segundo. Muitas vezes, quando vejo alguma referência legal, salvo em um marcador chamado “Referências” (o qual nunca mais abro) e sigo rolando a página. É tipo quando vamos organizar os ícones do nosso desktop e criamos uma pastinha chamada “ORGANIZAR”, jogamos tudo lá dentro e nunca mais mexemos. (Quem nunca?!)

“Observar com calma e atenção uma referência nos fará aprender muito mais do que simplesmente ficar passando o olho em centenas de referências ao mesmo tempo.”

Mas o ponto que eu realmente quero chegar sobre a questão de buscar referências é que elas estão em QUALQUER lugar.

Quando a gente viaja (literalmente), algumas coisas interessantes acontecem. A nossa percepção de mundo se transforma. É aquele momento onde andar de ônibus se torna mais atraente do que andar no seu próprio carro. Começamos a reparar mais nas pessoas, nas roupas, na arquitetura, na natureza. Tudo isso nos inspira e vai para o nosso repertório visual que armazenamos na mente, a qual se encarregará de trazer à tona quando precisarmos de referências para o próximo job.

Abaixo, fotos do Borough Market, na área central de Londres. Muita referência bacana por lá.

Borought Market - Londres - Inspiração tipográfica

Um outro lugar que me fez refletir muito sobre isso e que me despertou para fazer esse post foi o Sea Life Aquarium. Você já reparou nas paletas de cores e nos patterns dos peixes? São um prato cheio de referências e inspiração.

Abaixo, separei uma espécie de peixe que vi no local para testar algumas brincadeiras e exemplificar o que estou falando. Primeiro, separei uma pequena paleta de cores:

Paleta de cores, extraída de um peixe

Depois, resolvi criar uma textura à partir das linhas horizontais do peixe. Você pode perceber que as linhas dele não são 100% retas, por isso deixei a minha textura um pouco irregular também:

Ideia de texturas, extraída de um peixe

O nome do peixe é “Emperor Angelfish”. Vamos pegar o primeiro nome dele e criar uma identidade? Usei uma tipografia com um detalhe interessante que combina com as linhas da textura. Na parte inferior, usei mais alguns detalhes com linhas irregulares, para reforçar o vínculo com a textura:

Exemplo de Identidade Visual inspirada na paleta de cores e formas de um peixe

Vamos aplicar num mockup aleatório. De vinho, talvez?

Exemplo de Identidade Visual inspirada na paleta de cores e formas de um peixe

Outra coisa que você precisa levar em consideração é que extrair referências de um peixe não significa que elas só irão servir para um projeto relacionado a restaurante de frutos do mar ou algo assim. Está muito mais relacionado à psicologia das cores e às sensações que as formas irão transmitir.

Para finalizar, algumas dicas:

• Revise constantemente as referências que você já viu e salvou. Procure sempre extrair coisas novas delas e tente aplicar nos seus próximos trabalhos.
• Dê atenção especial às cores. Elas podem salvar ou arruinar um job.
• Se force a encontrar referências visuais onde normalmente você não procuraria, como ruas, paredes, objetos e até animais.

E você? Onde você busca inspiração? Como é o seu processo de coletar e analisar referências?
Me conta aí! 🙂

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