As 6 lições que vou levar comigo para 2016.

20/12/2015 | Empreendedorismo e Carreira

As 6 lições que vou levar comigo para 2016.

20/12/2015 | Empreendedorismo e Carreira

Nesse ano de 2015 tive a oportunidade de aprender muitas coisas, seja através dos meus próprios erros e acertos ou com os erros e acertos de outros. Devido a overdose de informações que lidamos a cada minuto no nosso dia a dia, muitas vezes ouvimos palavras poderosas, mas que não damos a devida atenção a ponto de absorver o ensinamento e dedicar-nos a aplicar aquilo em nossas vidas. Por isso, resolvi compartilhar 6 coisas que realmente entraram na minha cabeça em 2015 e farão o meu 2016 um ano diferente de verdade.

01. Pare de começar e comece a terminar.

Desde que eu me tornei um “aspirante a empreendedor” a poucos anos atrás, tive iniciativa e criatividade para começar muitos projetos interessantes de alto potencial, mas vários fatores me fizeram abandoná-los. Sejam as dificuldades naturais que vão surgindo ou o fato de ter tido uma ideia “mais brilhante” no meio do caminho e querer mudar todo o curso do projeto. A verdade é que começar algo e desistir no meio do caminho causa o mesmo impacto que não ter começado nada. Essa lição é para mim mesmo, mas se lhe ser servir também, faça ótimo proveito: Termine o que você começou, seja um projeto, uma meta ou uma resolução de ano novo.

02. Trabalhar duro é diferente de trabalhar duro e certo.

Aprendi que “se matar trabalhando” não quer dizer que você vai ganhar dinheiro ou atingir o sucesso que almeja. Existem milhões de brasileiros que acordam bem cedinho e ralam MUITO todos os dias para conquistar uma miséria no final do mês. Alguns profissionais acreditam que simplesmente trabalhar duro fará com que pessoas e o mercado os reconheçam. Eu acredito que é necessário trabalhar duro e certo. E isso significa ter um propósito de vida claro, saber onde se quer chegar, fazer um mapa para se chegar lá, aprender o necessário (pois o resto a gente aprende no meio do caminho) e aí sim trabalhar duro, sem perder o foco do objetivo. Mais importante do saber “como” é saber “por que”. A internet hoje lhe ensina a fazer qualquer coisa que você quiser, mas se você não souber por que está fazendo, pouco vai servir.

03. O óbvio precisa ser dito.

Aprendi também que não posso esperar que as pessoas interpretem uma frase ou situação da mesma forma que eu. Por mais claro que possa parecer, o óbvio precisa ser dito, sempre. Preciso ser responsável pelo que eu falo e também pelo que os outros entendem. Eu trabalho com comunicação. Se eu não souber me comunicar a ponto de que os outros entendam o que eu realmente quis dizer, estou fazendo errado. Cada pessoa possui um repertório de vida totalmente diferente do meu. Quanto mais se convive com alguém, mais se desenvolve a capacidade de enxergar como a nossa mensagem será recebida e interpretada, então aprendemos a usar as palavras certas na hora certa. O casamento que o diga, hehe. Mas nos negócios também é assim.

04. Sempre existirá alguém pior e alguém melhor do que eu.

Sempre me senti intimidado a compartilhar aquilo que aprendi por não estar em um nível que considerava apto para fazê-lo. Mas em 2015 aprendi de verdade que o pouco que sei pode ajudar alguém que sabe um pouco menos do que eu a crescer. E sempre será assim. Quando temos humildade para reconhecer que podemos aprender algo com qualquer pessoa, nossos dias passam a ser bem mais interessantes. Eu não tenho curso superior, mas sei que já pude contribuir para o crescimento de pessoas com mestrado ou doutorado, da mesma forma que aprendi muito com pessoas que não possuem nem quarta série. O meio publicitário é uma das maiores provas de que currículo não vale tanto assim se você não tiver aprendido outras lições que não ensinam em uma sala de aula.

05. Estamos em uma maratona e não em uma corrida de 100 metros.

Querer fazer tudo rápido e ao mesmo tempo não vai funcionar. Não adianta criar metas com prazos que eu sei que não vou conseguir cumprir. Traçar planos conscientes, levando em consideração a minha rotina e o que posso usar e alterar dela é fundamental. Outra coisa, assim como durante uma maratona o atleta precisa se hidratar, preciso também cuidar da minha saúde. Fazer exercícios, dormir e me alimentar bem tem que ser parte da estratégia, para que todo o potencial esteja à disposição quando eu precisar dele.

06. Nada grita mais alto do que os resultados.

Por muito tempo eu valorizei demais o design gráfico e superestimei seu real papel em uma empresa. Não estou de maneira nenhuma dizendo que ele não é importante. Eu trabalho com isso, vendo isso e uso isso em tudo que faço. Entretanto, aprendi que ele sozinho não faz milagre. Pense em quantas empresas milionárias com uma identidade visual horrível você conhece. Tenho certeza que várias. Mas se você tentar encontrar uma marca de sucesso com uma identidade visual perfeita, mas que não possua uma estratégia clara e sólida e um bom produto, você vai penar para achar. O logo da empresa pode seguir à risca as regras de teoria de forma e cor para atingir seu respectivo mercado. Pode ter sido criada por um designer renomado, de uma grande agência. Sem o resto, é uma marca oca.

Aprendi que boa parte das reclamações que nós designers diariamente fazemos e brincamos é porque não entendemos o negócio da empresa para a qual estamos criando. O bonito nem sempre é o funcional. Nem sempre é o que traz resultados. Quando deixamos o cliente satisfeito, estamos de alguma forma obtendo resultados. Quando resolvemos um problema da forma mais simples possível com agilidade e qualidade, estamos entregando resultados. Aliás, design é uma atividade estratégica, técnica e criativa, normalmente orientada para a SOLUÇÃO DE UM PROBLEMA.

Pensar mais com cabeça de empresário do que com cabeça de designer tem me ajudado muito a fazer o meu design ser mais eficaz.

2016 será um ótimo ano para todos nós, se assim decidirmos.

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