Procuramos independência.

6/11/2017 | Empreendedorismo e Carreira

Procuramos independência.

6/11/2017 | Empreendedorismo e Carreira

Opa! E aí, tudo beleza?

Hoje quero te convidar a refletir comigo sobre independência. Não a do Brasil. A sua.

Vamos voltar no tempo um pouquinho. Você se lembra de quando era bebê? Tá, é óbvio que não. Mas, quando éramos aqueles bebezinhos lindos com cara de joelho, nós éramos totalmente dependentes.

Precisávamos que alguém nos alimentasse, nos desse banho, nos vestisse, enfim, tudo! Caso contrário, não iríamos durar por muito tempo.

Mesmo depois que crescemos um pouco e já conseguimos fazer algumas coisas sozinhos, ainda continuamos dependentes emocionalmente.

Precisávamos da presença e atenção dos nossos pais (ou alguma pessoa de referência) para que pudéssemos nos sentir bem, seguros e felizes. Quantas vezes você já deve ter chorado copiosamente na infância quando seus pais tinham que ir trabalhar e você ia ficar “sozinho”?

Até aí, tudo bem. O problema é que, mesmo depois de sair da casa dos pais e virar “gente adulta”, muitos seguem vivendo uma vida de total dependência.

Ser independente é uma decisão. Quero te convidar a refletir sobre esse assunto, pois a forma como encaramos isso vai determinar o quão longe iremos chegar.

Você não precisa mais que alguém lhe dê comida na boquinha, vista suas calças ou lhe segure pelas mãos para conseguir caminhar.

Mas resquícios desse tipo de comportamento podem estar presentes nos seus hábitos até hoje, lhe impedindo de alcançar seus objetivos. Você fica esperando que alguém faça as coisas por você.

Muitas vezes, um motivo pelo qual você não faz as coisas que quer é porque alguém disse que você não pode fazer. E VOCÊ ACREDITOU.

Vou compartilhar contigo um trecho do livro “O Maravilhoso Livro das Permissões”, da Paula Abreu, que ilustra exatamente o que quero dizer:

Uma cliente falou que não fazia certas coisas porque certas pessoas na vida dela não deixavam.
– “Que tipo de coisas você não faz porque outras pessoas não lhe deixam fazer?”
– “Cortar o cabelo”, ela respondeu.
– “SÉRIO??? Bom, vou ter que ser um pouco dura. Se você tem mais que, digamos, CINCO anos de idade, outras pessoas não devem decidir se você pode ou não cortar o seu cabelo.”

“Lembre disso: ninguém tem mais autoridade sobre a sua própria vida do que você mesmo.”

 

SOBRE INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL

Vou confessar uma coisa pra você. Já tive sérios problemas por causa da dependência emocional. Já deixei de fazer muitas coisas por não sentir segurança de tomar decisões sozinho ou de assumir até mesmo pequenas responsabilidades do dia a dia.

Também passei muito tempo pensando que nunca poderia trabalhar do jeito que eu queria. Parecia que o mundo só me dava duas opções: ser um funcionário que bate cartão e tem horário fixo ou ser dono de uma empresa com funcionários que batem cartão e tem horário fixo. Eu não me encaixava em nenhuma das duas, e me dei conta que não preciso me encaixar mesmo!

“Tenha coragem de seguir o que seu coração e sua intuição dizem. Eles já sabem o que você realmente deseja. Todo resto é secundário.” (Steve Jobs)

 

GRANDES PODERES TRAZEM GRANDES RESPONSABILIDADES

Todo mundo quer ser independente, mas poucos querem de fato assumir os riscos e as responsabilidades que isso traz.

Quando você decide ser o protagonista, não tem mais em quem colocar a culpa. Se você quer se tornar uma pessoa ainda mais independente, aqui vão algumas perguntas para refletir:

• Se você não tivesse chefe para lhe cobrar produtividade, você se comprometeria consigo mesmo em ser produtivo?

• Se você não tivesse um gestor que ficasse monitorando o seu trabalho, você se comprometeria consigo mesmo em entregar qualidade?

• Se você não tivesse uma empresa preocupada em prospectar clientes e manter uma estrutura, lhe pagando todo mês e colocando trabalho na sua mão para você simplesmente fazer, você se comprometeria consigo mesmo em sair do automático e executar aquele projeto de vida que sempre sonhou?

 

CONCLUSÃO

Talvez você possa ter achado estranho eu falar sobre esse assunto aqui, mas deve ter percebido como isso tem tudo a ver com a forma como você constrói sua carreira.

Ser um ótimo profissional apenas do ponto de vista técnico não é suficiente para quem quer a liberdade.

Então, minha dica é: assuma a sua independência. Assuma as responsabilidades que isso traz. Assuma o controle da sua própria vida, por mais clichê que isso possa soar.

Abração!

 

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